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Mostrando postagens de 2020

“Amor, nossa prisão" e as oficinas por trás do curta-metragem

Conjugando poemas e relatos de internas de um cárcere feminino com técnicas de animação em stop-motion e cut-out, o curta-metragem "Amor, nossa prisão" (2016; 5min.), dirigido por Carolina Corral Paredes , da Colectiva Editorial Hermanas en la Sombra , e produzido pela Animatitlán Studios, revela a forma como algumas mulheres em privação de liberdade vivem as relações amorosas numa penitenciária do México. Em 2018, o curta foi nomeado pela Academia Mexicana de Artes y Ciencias Cinematográficas (AMACC) para o Prêmio Ariel em sua 60ª edição. Em 2017, "Amor, nossa prisão" também recebeu uma menção especial na 15ª edição do Festival Internacional de Cine Morelia (FICM) e, durante o mesmo ano, foi selecionado, entre outros festivais, para a 15ª edição do Vancouver Latin American Film Festival (VLAFF) e para a 2ª edição do Feminist Arts Film Festival (FBAFF). Curta-metragem completo com legendas em português Em entrevista concedida à rede pública de televisão mexicana, a...

Antologia Direito à Poesia, círculos de leitura e escrita na PFII

Dando continuidade à publicação anterior ( " Direito à poesia - Jeverson Lemes reescreve Alberto Pucheu que reescreve Gottfried Benn" ), apresentamos a seguir mais três poemas publicados em 2018 na “Antologia Direito à Poesia, círculos de leitura e escrita na PFII” , resultado do trabalho realizado pelo projeto Direito Poesia em uma unidade penitenciária masculina de Foz do Iguaçu.  “Fico”, escrito por Donizeti dos Santos; “Após um dia de trabalho chego em minha nova morada”, por Rafael Mendes; e “Disse disse!”, por Marlon Nunes Domeraski.   (Ilustração de Rafael Mendes do texto “ O esmagamento das gotas ”, de Julio Cortázar)   O primeiro texto resulta de oficinas nas quais foram trabalhados poemas como “Yo fui” do espanhol Luis Cernuda e a reescrita dele pela argentina Liliana Cabrera ,  documentada no filme Lunas Cautivas, de Marcia Paradiso . A discussão dessas leituras deu origem ao deslocamento temporal entre passado e presente que encontramos no primeiro...

Direito à poesia - Jeverson Lemes reescreve Alberto Pucheu que reescreve Gottfried Benn

  “É preciso aprender a ficar submerso” de Alberto Pucheu, poeta contemporâneo fluminense, pode ser lido como uma reescrita do poema “Aprèslude” (1955) de autoria de Gottfried Benn, escritor vanguardista alemão silenciado no seu próprio país durante o regime nazi, e gira em torno do tema da resistência . O poema apareceu pela primeira vez na revista Polichinelo com o título “O dia em que Gottfried Benn pegou onda”. Foi depois que a artista Danielle Fonseca realizou o vídeo “É preciso aprender a ficar submerso”, que compartilhamos abaixo, que esse passou a ser o título do poema.   Quer partamos da realidade latino-americana como um todo composto por múltiplas faces, quer nos detenhamos somente em seu contexto carcerário, não é difícil compreender o valor histórico desse tema, sobretudo em tempos de pandemia e necropolítica. Dentro e fora do cárcere, a América Latina resiste como no poema de Pucheu que ora publicamos em espanhol sob o título “El día que Gottfried Benn cogió ola...