Nesta segunda entrada dedicada à ONG Mujeres Tras las Rejas , que trabalha com mulheres privadas de liberdade na cidade de Rosario (Argentina), compartilhamos uma entrevista com as atuais responsáveis pela oficina de poesia. Nela, Graciela Rojas, Claudia Almirón, Rosana Guardala e Lilian Alba nos contam sobre sua forma de trabalhar e entender a oficina. Após a entrevista, apresentamos uma seleção de poemas produzidos em anos anteriores nas oficinas e publicados em diferentes fanzines. Vale destacar que boa parte desses poemas é resultado de uma escrita coletiva e/ou anônima. Quer dizer, trata-se de uma proposta estético-política que se desloca dos enquadramentos individualizantes. Para esta entrada, contamos com a colaboração de mulheres privadas de liberdade na Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu, que, também de forma coletiva, no espaço das oficinas d...
A prisão como lugar de conhecimento, como lugar de potência criativa. A prisão como um espaço a partir do qual pensar e abrir fendas nos muros que aprisionam e asfixiam quem se encontra tanto de um lado das grades como do outro. Esse espaço onde se atira o que deve ficar de fora -outra das tantas formas do quarto de despejo- é também um lugar para imaginar foras.