Dando continuidade à publicação anterior ( " Direito à poesia - Jeverson Lemes reescreve Alberto Pucheu que reescreve Gottfried Benn" ), apresentamos a seguir mais três poemas publicados em 2018 na “Antologia Direito à Poesia, círculos de leitura e escrita na PFII” , resultado do trabalho realizado pelo projeto Direito Poesia em uma unidade penitenciária masculina de Foz do Iguaçu. “Fico”, escrito por Donizeti dos Santos; “Após um dia de trabalho chego em minha nova morada”, por Rafael Mendes; e “Disse disse!”, por Marlon Nunes Domeraski. (Ilustração de Rafael Mendes do texto “ O esmagamento das gotas ”, de Julio Cortázar) O primeiro texto resulta de oficinas nas quais foram trabalhados poemas como “Yo fui” do espanhol Luis Cernuda e a reescrita dele pela argentina Liliana Cabrera , documentada no filme Lunas Cautivas, de Marcia Paradiso . A discussão dessas leituras deu origem ao deslocamento temporal entre passado e presente que encontramos no primeiro...
A prisão como lugar de conhecimento, como lugar de potência criativa. A prisão como um espaço a partir do qual pensar e abrir fendas nos muros que aprisionam e asfixiam quem se encontra tanto de um lado das grades como do outro. Esse espaço onde se atira o que deve ficar de fora -outra das tantas formas do quarto de despejo- é também um lugar para imaginar foras.